sábado, 28 de agosto de 2010

Flores de Plástico Não Morrem

Talvez eu até saiba que o que estou fazendo é errado. Mas e se eu disser que eu quero o errado? Que, no estado de ser humano, eu posso errar e acertar, até errar mais que acertar? Não sei, só sei que o gosto do erro me atrai mais para depois sim acertar, acho bem melhor do que sempre acertar, entende? Talvez eu goste de ser errada, pode ser, porque assim eu sei que na frente tenho mais chances de acertar do que de errar, prefiro aprender pelos erros.

Sendo então, errada como sou, eu penso pouco e faço muito, não é tão melhor assim? Eu gosto tanto de escrever, de ler, de fazer rodeios, de falar pausadamente e desviando o olhar bem às vezes, por isso, por enrolar tanto em outras coisas, eu faço essas outras, com tanto fôlego, com tanta pressa. E, como já diziam os mais sábios: "a pressa é a inimiga da perfeição."

Chorei tantas vezes por tantas coisas mas hoje em dia não me lembro do sabor da lágrima escorrendo pelas bochechas e caindo no cantinho da boca, dando aquele gosto salgado, que nem água do mar. Sorri tantas vezes e por tantas coisas e hoje em dia continuo sorrindo sem saber bem o porque, sorrio pra poder parecer bem ou por que realmente estou bem? Vai saber, só sei que o sorriso é o refúgio do solitário, que por não ter mais pra onde fugir, sorri do próprio infortúnio.