domingo, 21 de fevereiro de 2010

Felicidade Instantânea

Às vezes, me pego fechando os olhos bem forte, vendo tudo ficar escuro e tentando esquecer da maior parte dos erros para que assim eu lembre da concepção inocente que eu já tive sobre você. Eu sei que nos primeiros dias nada me afetava tanto quanto afetou agora nos últimos tempos. Tudo que eu ouvia não passava de calúnia e como dizem, intriga da oposição, eu jurava para mim mesma não acreditar em fofocas e coisas mal ditas, palavras rasgadas e idéias traiçoeiras a respeito daquele alguém que até o dado momento só me fazia rir e me sentir bem.

O que mais marcou não foi o que descobri no final mas o jeito com que nós convivemos com tudo aquilo, todos aqueles artifícios para ser feliz, eu me pergunto nas noites frias e nas manhãs que acordam tão quentes e radiantes, com o sol tão forte e brilhante: "Se temos tudo isso, de graça, toda essa beleza, toda essa alegria que podemos correr atrás, por que, me diz! Por que ir atrás disso usando de artifícios?". Sim, eu não posso negar que era instântanea, que era só se ter o uso que se tornava feliz, alegre e sorridente, não se era necessário mais nada, mais ninguém, nem local.

Quem sabe um dia, você veja isso como uma grande, enorme, gigantesca e colossal perda de tempo e principalmente, de dinheiro! Porque cara, é muita grana jogada fora, fico pensando em quão rico você podia ser se não usasse o capital de forma errada. Mas nem desse sistema capitalista eu gosto, não vou me prolongar nessa defesa ao consumismo.

No primeiro dia de tudo, o meu cabelo ficava voando como uma daquelas mulheres que sambam na avenida, meu cabelo estava louco e indo para todos os lados, era o vento, era a rapidez, era a emoção e a adrenalina de ver o desconhecido e ficar com quem nem se conhecia realmente. Naquele dia eu fui tão animada e feliz ao seu lado, era o meu tipo de música, o meu tipo de pessoa, a felicidade era instântanea, só de te olhar com o toque das mãos.