terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Balanço Geral

É, pode-se dizer que para uma pessoa que não gosta muito de dar uma resumida em tudo, eu até que estou indo bem contra os meus instintos. Ok, eu já estou farta de me ouvir falando que esse ano de 2009 foi o meu pior ano, claro, não vou começar com hipocrisia logo agora e simplesmente dizer que não foi um ano tão ruim assim, pois, os fatos não mentem, esse ano foi totalmente (sem o pudor das palavras nesse momento) uma bosta. Sim! E não me sinto tão ruim quando digo isso, nem sei por que cargas d'água. Mas, a questão é que este ano foi realmente um ano engraçado de se rever.
Começando o ano. Beleza, Analice no início do ano, vou tentar descrever para você bem rapidamente. Eu era normal, sem nada de mais, estava na escola em que eu já tinha estudado no ano anterior, apenas trocara de turno, do vespertino para o matutino. Conhecia um grupo de amigos, considerados verdadeiros até aquele ponto. O ano passou, eu conheci pessoas diferentes e fiz o que eu havia tentado no ano anterior, emagreci. Esse foi talvez um dos maiores pontos positivos do ano, talvez, se não for exagerar muito, o único ponto positivo. Continuando, eu passei o ano com pessoas realmente muito extraordinárias, isso não posso negar.
No meio do ano ocorre uma transformação em uma das minhas maiores amigas, ela resolve que o caminho que estava trilhando até aquele momento não era o melhor para ela, sim, ela muda de caminho, ela encontra uma entidade, encontra uma força superior e se modifica totalmente, ela vai para a igreja e encontra Deus, através de um namorado dela. Bom, nesse momento é o que eu gosto de chamar como "Analice está perdida, e agora?". Eu começo a transitar de grupo em grupo, vou para o grupo do pessoal estudioso, não me dou muito bem, não porque eu não goste de estudar e sim porque eu vejo mais coisas além de um livro, mas nunca se engane, eu amo ler, estudar, fazer pesquisas, só não acho que isso seja tudo. Vou para o grupo do pessoal idiota, que não sabe fazer piada, que não sabe falar uma frase sem dar um pala. E, finalmente, vou pro grupo dos descolados da sala, o pessoal legal, o pessoal que fala sobre sexo durante todos os cinco horários de aula, sim, eu me encontro lá e me sinto muito bem dessa forma, só os professores que não, e minha mãe é chamada na escola e meu inferno começa. A partir daí, pode-se dizer que meu ano acabou.
Tive dificuldades em duas matérias, pensava que podia contornar a situação, a vida escolar me mostrou que não era bem assim. Encontro um garoto na internet, é basicamente tudo que eu gosto, mora aqui na cidade, toca guitarra, joga basket, anda de skate, tem um papo legal e beija muito bem! Bom, isso dura dois meses. Sim, um namoro de dois meses que acaba dando lugar a melhor festa de 15 anos que eu já tive.
Essa é uma parte inesquecível deste ano, a festa foi ótima, e nela, eu reencontro um amor, um garoto que eu gostava no ano anterior a esse. A gente ficou na festa, depois, saímos no outro final de semana e assim foi indo até que um dia ele me pediu para namorar, foi o jeito mais carinhoso que algum garoto alguma vez na vida, me chamou para namorar, foi lindo, eu contei pra todo mundo e estava rindo todos os dias.
Nem tudo são flores, o namoro não foi legal, foi uma nova tentiva a algo que já não tinha dado certo uma vez, antes, no ano de 2008, a gente já tinha ficado um tempo junto e não tinha dado certo, mas eu fui lá e tentei de novo, o que me provou que dar chances a romances antigos é muito idiota.
Acabou o namoro e o ano chegou no fim. Eu me sai pessimamente mal em todas as matérias da escola, passei em cima da média, fiquei com vergonha de mim mesma. Só que, não passei em duas matérias, Química e Física. Bom, isso acabou comigo, isso está acabando comigo, eu espero passar.
Eu fiz muitas decisões erradas esse ano, espero não fazê-las novamente ano que vem. Tudo que eu tenho a dizer é que juventude não significa ausência de responsabilidades, podemos ser jovens conscientes e mesmo assim estar aproveitando essa maravilha que é ser adolescente.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Olha Minha Cara

E dessa vida não se leva nada não. Essa foi a frase da semana, realmente, não podemos levar nada desse mundo para qualquer outro lugar, seja esse qual for, pra onde vamos. A partir daí, eu chego naquela outra discussão que não pára na minha cabeça, o inferno e o céu. Bom, não vim com a intensão de catequizar ninguém, por favor, não me entenda mal, nem com a missão de provar que o cara lá de cima não existe e nem estou aqui questionando a sua capacidade. Mas, vamos ser realistas, o que é realmente o céu e o que é o inferno? Quem me garante que quando eu morrer, vou para o céu, pois, frequentei todos os dias da minha vida a igreja (?) O que me garante que, por não frequentar a igreja, eu irei diretamente, sem conexões, para o inferno (?) São duas questões que voltam e vêm sempre em minha mente. Pois é, ninguém tem as respostas, ou, quem as têm, sempre tenta me convencer que essa é a certa e aquela a errada.

Tanto faz, o importante hoje, é o que eu ouvi em uma letra de música, e olha, nem sei se essa banda é realmente tão boa, mas gostei dessa música (Canto Dos Malditos Na Terra Do Nunca - Olha a Minha Cara). E é claro, hoje, após o acontecimento anterior, eu quero deixar bem claro um trexo da música, na verdade, o refrão:

"Olha a minha cara de quem gosta de você,
cuspo na tua foto, faço cena de tevê,
pra ver que ainda assim, você gosta de mim"

Em um post anterior eu disse que o dia de dizer adeus ia chegar, e ele chegou, da forma mais estranha, mas chegou. Eu não queria que as coisas tivessem seguido esse curso, eu realmente amava você, realmente mesmo. Porém, tudo um dia tem um fim, a única certeza quando se começa um relacionamento é a de que um dia, sabe-se lá porque, ele vai terminar. Fim!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Por Favor

se eu pudesse apenas jogar fora todo esse sentimento, e fizesse dele apenas lembrança de um tempo bom, eu faria, sem hesitar em nenhum momento. eu já não sei mais o porque eu gosto tanto, eu nem sei mais o porque que eu fui assim, brincar com algo de dentro de uma pessoa não é a coisa mais legal do mundo. eu estou, nesse momento, pagando por cada coração, cada um deles, cada palavra com vontade de ser ouvida por outros, que agora se tornou a minha própria ansiedade. passar os dias sem ver você, seria como não passar, seria tão inútil tentar ser feliz. eu não sei porque, mas a minha cama já não conhece outra coisa que não seja lágrimas, chorar virou costume, e eu, eu não sei como e nem quando eu vou parar com isso. é tão emo. eu queria muito parar o mundo, falar 'calma, eu quero descer', como quando eu era criança e estava no parque de diversões e gritava bem alto 'MOÇO, PÁRA ESSE BRINQUEDO'. mas não me lembro uma só vez, onde meus berros de criança foram ouvidos. talvez seja essa a melhor comparação, o mundo não vai parar só porque você está com medo, o brinquedo também nunca parou enquanto eu estava petrificada. eu só quero que tudo isso mude, é ruim, é péssimo estar assim. eu lutei tanto pra encontrar aquele que me fizesse bem, que eu pudesse amar. talvez, eu tenha desejado demais amar alguém, por ter na lembrança apenas dias em que eu era amada, agora, eu realmente amo, mas não tenho amor nenhum em troca. por favor, não me deixa sozinha.